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FEPAC: Declaração
de Quito
Em sua recente reunião em Quito,
a FEPAC emitiu importante documento para ampla divulgação em
todos os países membros. Transcrevemos o documento na íntegra,
recomendando a todos sua divulgação e reprodução
em meios de comunicação a que a empresa tenha acesso.
“Declaração de Quito”
O crescimento dessa demanda é mundial e decorre da expansão
global das economias exigindo grandes investimentos públicos e privados
para suprir as necessidades em expansão dos sistemas de energia, logística,
transportes e saneamento básico, indústrias de base e demais
setores produtivos e de serviços públicos que atingiram seus
limites de oferta frente às demandas atuais.
As empresas, ante a escassez de profissionais para atender à demanda
crescente de serviços, devem reestruturar-se para oferecer condições
atraentes de remuneração, plano de carreira com formação
continuada e crescimento profissional sustentável aos estudantes,
na etapa de formação em que se consolidam as opções
de especialização, visando à maior percepção
do elevado conceito técnico, social e econômico da atividade
de Consultoria de Engenharia, como setor estratégico de uma nação,
justamente por caber-lhe eleger e desenvolver as soluções conceituais
e práticas dos problemas dos setores produtivos e da infra-estrutura
de seus países.
A compreensão da importância das empresas de Consultoria de
Engenharia no suprimento de serviços profissionais especializados
no nível da demanda crescente, já real e dimensionada, supõe
a prática tradicional de sua contratação baseada na
qualificação técnica com justa remuneração
que considere a necessidade de manutenção onerosa de programas
permanentes de capacitação e atualização tecnológica
de seus recursos humanos e materiais, sem o que se tornaria inviável
o atendimento da demanda crescente de serviços, com a qualidade requerida
para a otimização dos investimentos públicos e privados.
A justa e necessária valorização desse setor estratégico
requer o fortalecimento econômico e financeiro das empresas de Consultoria,
selecionadas para cada trabalho por sua qualificação técnica,
nunca pelo critério de preço; modalidades de contratação
que considerem as peculiaridades e natureza dos serviços técnicos
profissionais especializados oferecidos pelas empresas; demanda contínua
de trabalhos capaz de assegurar a manutenção de quadros profissionais
estáveis das empresas, o que recomendará o planejamento do
fluxo de contratações visando a constituir um estoque de projetos
de infra-estrutura, permitindo o desenvolvimento de estudos e projetos em
prazos exigidos para uma necessária maturação, bem como
a contratação ágil de execução de obras
quando incluídas em programas de investimentos públicos.
Asseguradas essas premissas, e considerando que as universidades e demais
organizações de formação e capacitação
de engenheiros, em muitos países em desenvolvimento, ainda não
têm seus currículos acadêmicos e programas de treinamento
adaptados às novas realidades do mercado da profissão, as empresas
de engenharia são convocadas a estabelecer mecanismos de cooperação
com universidades e centros de formação de profissionais, seja
mediante a sua cooperação presente e efetiva na atividade acadêmica,
seja nas parcerias para estágios de treinamento de alunos no espaço
empresarial.