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Licitações
DNIT: Impugnação de Edital
A ABCE requereu a impugnação do Edital 31/08 do DNIT, por várias irregularidades.
Destacam-se: licitação de técnica e preço em
que a avaliação técnica se limita aos currículos
das empresas e seus profissionais, excluindo a demonstração
de conhecimento do problema, metodologia e organização dos
trabalhos, recursos técnicos a utilizar, e demais elementos de julgamento
usuais, previstos em lei; peso muito maior da nota de preço, decorrente
de uma fórmula empírica que descaracterizaria o conceito de
licitação de técnica e preço; penalidades elevadas
para imprecisões superiores a 5% nos quantitativos de serviços
na execução posterior das obras, em relação às
estimativas da projetista, ainda que decorridos meses entre uma e outra,
com a rodovia em operação; várias outras irregularidades
foram elencadas pelo escritório de advocacia contratado para a impugnação.
Aguarda-se o resultado da medida adotada pela ABCE.
ABCE na Comissão
de Viação e Transportes
A ABCE foi convocada e compareceu à reunião técnica da Comissão de Viação e Transportes da Câmara Federal no dia 08 de abril, promovida para apresentarmos uma avaliação crítica dos editais do DNIT. A reunião cumpriu seu objetivo, na medida em que viabilizou um debate conceitual entre a ABCE, o DNIT e o TCU sobre Proposta Técnica e sobre o Edital Padrão e abriu a possibilidade de mudanças do Edital.
A reunião foi presidida pelo Deputado Carlos Alberto Leréia
Silva, Presidente da Comissão. A mediação foi feita
pelo Deputado Alexandre Silveira de Oliveira, ex-Diretor Geral do DNIT. Participaram
do debate os Deputados Mauro Lopes e Welington Fagundes. Esteve presente
o Deputado Ciro Pedrosa.
Pelo DNIT, compareceram o Diretor Executivo, o Diretor de Planejamento e
Pesquisa, o Coordenador Geral de Cadastro e Licitações,
o Coordenador Geral de Estudos e Projetos, o Procurador Geral e um Assessor
da Diretoria Executiva. Pelo TCU, compareceram cinco técnicos.
Pela ABCE participaram Maurício de Lana, expositor da matéria
(Consol), Marcio Amorim (Concresolo), Renato Nogueira (Consol), Roberto Portela
(STE), Luiz Basílio (Siscon), Carlos Eduardo Cintra (Icoplan) e os
advogados Marco Antônio Meneghetti, Jonas Cecílio e Carlos Eduardo
Amorim.
FEPAC: Declaração
de Lima
O Comitê Ejecutivo da FEPAC, no final da sua reunião de 7 de março de 2008, em Lima, decidiu preparar e divulgar uma declaração para enfatizar importantes problemas que afetam fortemente a Consultoria.
Reproduzimos, a seguir, essa “Declaração de Lima” para a mais
ampla divulgação através da ABCE e empresas de Consultoria,
para clientes e autoridades do país.
Sempre que possível, seja publicada nos meios de comunicação
e publicações especializadas, e por entrevistas pessoais de
empresários a jornais e revistas.
A Declaração também está destinada a entrega
pessoal de seu texto a autoridades em entrevistas ou reuniões que
permitam esclarecimentos adicionais.
Ângelo Vian
Presidente da FEPAC e Diretoria Nacional da ABCE.
Declaração
de Lima
O incremento da demanda mundial de nossos produtos tem gerado
condições nunca antes vistas para o crescimento de nossas
economias e que nossos governos disponham de maiores recursos para investimentos
em infra-estrutura, que melhorem as condições de competitividade
e sejam o melhor instrumento de luta contra a pobreza e a marginalização.
As populações pobres e excluídas não podem
esperar que lentos procedimentos e obstáculos burocráticos
atrasem investimentos elementares em infra-estrutura básica de água,
esgotos, eletrificação, conectividade viária, saúde
e educação. Por isso estão na obrigação
moral de dispor de uma via rápida especial de aprovação
direta de parte desses investimentos nos níveis de governo a que
lhes corresponda a execução, conforme recursos disponíveis.
Esta via rápida, entretanto, na fase de execução, seja
na modalidade pública ou público-privada, deverá ser
muito cuidadosa em respeitar a qualidade técnica dos gastos públicos
e, de forma alguma, romper o ciclo natural de execução dos
projetos de investimento. Deverá, portanto, contar com projeto detalhado
de engenharia, de qualidade, executado por especialistas na matéria,
antes da contratação da sua construção, a qual
deverá ser supervisionada cuidadosamente durante a sua execução,
para salvaguardar a qualidade e custos.
Os valores referenciais que se estabeleçam para esses trabalhos, em
todos os processos de seleção, deverão ser calculados,
detalhada e minuciosamente, usando tarifas de mercado que incentivem contar-se
com bons profissionais em cada tarefa, nunca estimados sem o devido embasamento.
Deverão considerar as estipulações contidas nos termos
de referência, especificações, normas legais e, sobretudo,
incluir nos custos indiretos e despesas gerais todos os itens que permitam
as empresas selecionadas contar, dentre outros, com recursos tecnológicos,
organizações de apoio, capacitação contínua
que garantam sempre a execução correta dos investimentos. Não
sendo assim, se promoveria a sub-avaliação dos valores referenciais
e se cairia nas conseqüências inevitáveis definidas pela
frase: “... sempre alguém terminará pagando os altos custos
dos baixos preços”. – em virtude de paralisações e atrasos
na execução das obras, maiores gastos com orçamentos
adicionais não previstos, excesso de trabalho e procedimentos administrativos
para a preparação e aprovação de expedientes,
maiores trâmites burocráticos e, no extremo, a suspensão
das obras, entre outros problemas. Não se deve esquecer que o investimento
em boa engenharia e na supervisão de obras, somados em todas as suas
fases, normalmente não supera 10% do total do investimento. Assim,
além de garantir a qualidade se evitará incorrer em custos
adicionais de construção que excederão várias
vezes a cifra indicada, prejuízo que o proprietário absorverá ou
repassará ao usuário ou contribuinte, segundo o caso.
A Consultoria de Engenharia constitui um suporte do patrimônio tecnológico
próprio de um país, e a melhor garantia para motivar sempre
a competitividade e inovação tecnológica que apóie
a produção e a melhoria do nível de vida da população.
Por isso os países deverão, não apenas incentivar mas
consolidar sua continuidade, promovendo condições para a sua
capacitação e incorporação na execução
de seus investimentos, as novas gerações de jovens profissionais,
que atuando ao lado dos mais experientes, consolidem de maneira eficiente
seus conhecimentos, para garantir essa continuidade. Portanto, deverão
deixar de lado, nos processos de seleção, exigências
desproporcionais e desnecessárias nas equipes profissionais que impedem
o progressivo desenvolvimento e inclusão de profissionais jovens a
posições de maior responsabilidade, logo que estejam preparados
para assumi-las.